Isso é sério?
Muito bom debate! Adorei como um dos colegas enumerou os motivos pelos quais um laptop por aluno não se sustenta. Sou professora da rede pública do Rj, estava até maio com a funcão de orientadora tecnológica, além de orientadora pedagógica e educacional (como sabem sou prof. líng. port readaptada). Estou fazendo um curso de extensão já há alguns 6 meses de Mídia e educação (Ufrj), participo de uma comissão de Ots que tenta, junto com a See, discutir um projeto político pedagógico para as tics na Educação. Olha, "não é brinquedo, não!” Como militante da escola pública sempre gostei das letras e das lutas, caso contrário, seria difícil continuar o que Adorno nos ensina: educar para a resistência diante da barbárie. Além disso, participo de um grupo de estudos e pesquisa sobre cinema e educação que a partir do 2* semestre darei mais atenção porque deve ser um projeto de mestrado. Diante da era do espetáculo e do esculacho em que é preciso visibilidade porque a imagem é tudo ou, se preferirem uma linguagem mais séria, era do capitalismo financeiro, da precarização de trabalho, da diminuição do Estado,... Nessa era pós-moderna, sinto dizer-lhes que os argumentos são os menos importantes. Na nossa atualidade o simulacro toma o lugar da verdade, da coerência e os interesses conseguem tornar absurdos coisas reais. Bem vindo ao deserto de real de Zizek é primoroso para pensar nossa Matrix. Essa é a barbárie, nossa tarefa a resistência, sem perder a ternura, qualquer coisa, podemos comprá-la na esquina. Tudo pode ser comprado! É uma piada ou é sério? Não vem ao caso, interessa apenas como fazemos com esse texto um tanto quanto indiferente, mas possível. Colegas, a See tem um orçamento de 14 milhões para equipamentos e materiais para às escola públicas do Rj. A mesma secretaria que chama professor II para ser contratado e não consegue porque o salário....!!!! A minha escola tem internet sem fio na sala em que trabalho. Os laptops irão chegar sem metodologia e sem políticas públicas sérias para implementá-los. VAmos gritar, como fazemos hoje, mas será apenas mais uma performance enloquecida que rapidamente mostrar-se-á patética. Então, vamos tentar nos apropriar desses laptops e fazer uma limonada. Como diz Manuel Bandeira o que não tem remédio.... É conformista?? É revolucionário? É a vida como ela é. Precisamos todos nos capacitar o mais possível para usarmos todas as ferramentas que forem dadas para a guerra, até que possamos tomar o poder e fazer a diferença. Vamos precisar comer pelas beradas e de preferência sem morrer por isso, senão, quem fará a diferença? E as ongs sérias que me desculpem, mas como tem gente ganhando dinheiro com a inclusão digital!.
Para terminar e vocês não pensarem que pirei, deixo um vídeo amador para rirem mais um pouco: tecnologia sem metodologia de uma oficina dada pela minha tutora, divirtam-se. Encontra-se em um link nesse mesmo blog.
